9 de abril de 2013

Resenha: Estilhaça-me

Autor:  Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Edição: 1/2012
Número de Páginas: 304

Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

Estilhaça-me é um romance distópico, e assim, tende a ter certo engajamento social dosado com uma boa pitada de romance adolescente. Nas primeiras paginas, fica bem claro que a autora tem um estilo próprio de escrita, ela risca palavras e frases que remetem aos pensamentos repudiados pela personagem além, de repetir repetir repetir várias  vezes uma mesma palavra, simbolizando uma característica psicológica da mesma (histérica).

A personagem Juliette em si demonstra-se em todo o livro ser uma pessoa insegura, desconfiada, e melodramática, justificável até mesmo pela sua história de nunca ser amada, digo tocada etc. Mas não posso deixar de ressaltar que em determinadas partes esse melodrama é cansativo e a ponto de deixar algumas partes do livro maçantes. 

Adam, o mocinho, é o personagem que a meu ver, menos cativa, pelo fato de permanecer no gênero e não surpreender em momento algum, sendo um tanto previsível. Já o vilãozinho Warner, apesar de ser o malvado da história, cativa pela sua intensidade em tudo o que diz ou faz todas as vezes que ele é descrito no livro.

O legal de Estilhaça-me, é que ele tem poucos personagens, permitindo assim a autora desenvolver cada um deles de uma forma intensa, apesar da história ser do ponto de vista da personagem Juliette.

Senti falta de mais ação, apesar de ela estar no livro e suas decorrências serem fantásticas, a autora poderia ter prolongado estes momentos de adrenalina.

Estilhaça-me é um livro intenso, possui uma estória bem trabalhada, e apesar da escrita “diferente” deu para entender tudo direitinho. Apesar de ser um livro distópico, Estilhaça-me não se foca em sua distopia em si, seu ponto alto está no próprio conflito interno em que a personagem principal vive. Além de que não há um apelo moralista por parte da mesma, por enquanto não, por ser “a heroína”.

 Sinceramente não esperava certas descobertas e revelações, e acho que a história tomará um rumo muito melhor na sequência. Tahere Mafi em seu primeiro romance deixou boas impressões. Esse ano sai o segundo volume da série já intitulado "Liberta-me".


Capa Americana
Nota:(4)

4 comentários:

  1. Oi Felipe! Faz um bom tempo que eu quero ler esse livro, mas tá complicado. Mesmo sem ter lido, não gostei muito de Juliette. Não gosto de personagens melodramáticos e irritantes, será minha intuição? haha
    Boa resenha! Abraços, Carol
    Another Words
    http://anothersimplewords.blogspot.com.br/

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    1. humm Carol de começo ela é bem melo sim... mas existe uma lógi ca para isso!
      Abraços!

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  2. OMG! Amei a resenha, Felipe! Vi que a NC já vai lançar o "Liberta-me" e que PRECISO ler o primeiro volume! Acho a trama desse livro muito legal, tenho boas expectativas em relação a ele...Parabéns pela resenha, guri :)

    [Tem promoção lá no blog, participa?]
    http://foolishhappy.blogspot.com.br/2013/04/promocao-de-dia-das-maes.html
    Xoxo

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  3. Eu simplesmente sou louca pra ler esse livro, vi muitas resenhas positivas e acho que o livro parece ser muito bom mesmo, eu ainda não li nenhuma distopia e to pensando em ser esse livro o primeiro do gênero que leio.

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