22 de março de 2013

Resenha: A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça

Autor: Washington Irving
Editora: Leya
Edição: 1/2011
Numero de Páginas: 72

Ichabod Crane, um professor excêntrico e cético, tem seus métodos modernos e inovadores colocados à prova quando, saindo de uma festa promovida pelos Van Tassel, é caçado por um cavaleiro sem cabeça – o fantasma de um soldado – que logo desaparece. Ichabod inicia uma investigação a fim de solucionar uma série de assassinatos supostamente cometidos pelo Cavaleiro Sem Cabeça. Crane se apaixona pela bela e misteriosa Katrina Van Tassel, filha do maior fazendeiro da cidade e principal suspeito de estar por trás dos assassinatos. Um grande clássico americano em que o leitor é convidado a solucionar junto com o professor o mistério do cavaleiro...



É um pensamento comum da sociedade dizer que o clássico é sempre melhor, mais culto, mais cultural. Que, aqui no caso, um livro clássico, esse sim pode ser chamado obra literária, etc. O que deixamos de levar em consideração é que em qualquer época, década, século, milênio, o bom e o ruim sempre irão existir. No livro da Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça é um exemplo dessa divisão de águas do “livro clássico.” Nele, somos introduzidos ao gênero do suspense e do terror, típicos dos contos norte-americanos pós-guerra da independência.

A história gira em torno do personagem de Ichabod, um professor feioso que vive à custa dos pais de seus alunos, enquanto tenta garantir seu futuro tentando conquistar a jovem Katrina, uma jovem rica e bonita, filha de um fazendeiro muito poderoso.  Mais o que o feioso professor não sabe é que a jovem só aceita seus cortejos para fazer ciúmes ao valente Brom que também está a fim dela. Após uma longa noite festiva, ao voltar para “casa” Ichabod sente a presença de alguém em eu encalce, sujeito a crendices populares, acredita veemente ser o tão falado Cavaleiro sem cabeça.

Eu terminei a leitura, desapontado. Esperava mais terror e suspense da história. O autor não me convenceu em quais eram seus reais objetivos, se era reforçar o poder dos mitos e lendas da época nas pessoas, ou em como podemos ser pegos pelos nossos próprios feitiços, no caso Ichabod é um contador de histórias de terror e a sua favorita era a do cavaleiro...

A escrita é rebuscada, caráter da época. A narrativa é desapegada e pouco convincente. O autor foi superficial na criação dos personagens, e em todas as outras partes da “obra.” Valeu mais pelas belíssimas ilustrações, que eram mais tenebrosas e misteriosas do que a própria história, pena que elas foram coladas soltas dentro do livro sem seguir a narrativa.


Nota:(2)


2 comentários:

  1. Chocado com a nota, vou passar longe desse livro aparti de agora. Haha
    Gostei da forma como expos a opinião quanto ao fato do livro ser um “clássico”, e concordo plenamente. Sempre vão existir alguns livros ruins tanto os considerados “clássicos” por serem mais antigos quanto os atuais.

    Parabéns pela ótima resenha.
    Abraços, Manu Blog Cereal Things.
    cerealthings.blogspot.com.br

    ResponderExcluir